quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Antiperipléia fica em cartaz até o fim do mês

O espetáculo é gratuito para professores e alunos da rede pública

‘Antiperipléia’, espetáculo produzido pela Cia Nuvem da Noite, núcleo profissional e de pesquisas cênicas avançadas do Instituto Ribeirão Em Cena - Escola de Teatro está em cartaz no Teatro Ribcena.
A temporada inicial em Ribeirão vai até o dia 30 de agosto, com sessões nos dias 8, 9,10,16 e 22 no Teatro Ribcena e nos dias 29 e 30 de agosto no Telhado Cultural Engasga Gato.
Depois de Ribeirão Preto, o espetáculo também será apresentado em São Simão, Batatais, Sertãozinho, Franca e São Carlos. 

Foto: Mariana Bueno/Conteúdo Fotografia
‘Antiperipléia’ é inspirado em duas obras do escritor mineiro João Guimarães Rosa. Narrado por ‘noivas cegas’ do sertão, o primeiro momento do espetáculo, inspirado no conto “A hora e a vez de Augusto Matraga”, descreve a trajetória do Coronel Augusto Esteves, fazendeiro latifundiário e violento, criador de casos e boêmio, que depois de uma emboscada que quase o leva à morte, transforma-se no beato Augusto Matraga. O segundo momento, inspirado na novela “Dão lalalão”, as ‘cegas’ continuam a trajetória narrativa com a história do vaqueiro aposentado Soropita, um famigerado matador de valentões que, ao se apaixonar pela prostituta Doralda, tira-a do bordel, casa-se com ela e se estabelece como fazendeiro. 
O espetáculo tem dramaturgia de Gilson Filho, encenação de Renato Ferreira, direção musical de Priscila Cubero e utiliza técnicas do Teatro Físico, que usa o corpo do ator como resultado estético final de uma performance. 

Ficha Técnica

Elenco: Carol Scabora, Daniele Alana, Gabriel Oliveira, Gracyela Gitirana, Manu Fernandes, Mariana Cazula, Marileide Emidio, Marília Marcucci, Murilo Heindrich, Regis Francisco, Rodrigo Garcia, Saul Borsari, Sheyanne Parreira e Vladi Veloso

Direção: Renato Ferreira
Direção Musical: Priscila Cubero
Dramaturgia: Gilson Filho

Cenografia e figurinos: Marília Brigagão e Gabriel Oliveira
Iluminação: Camila Dal Picolo e Airton Pareira
Sonoplastia: Cristina Perin
Coreografia: Sheyanne Parreira e Murilo Heindrich
Costureira: Zenilda Rackickas
Produção:
S.R. Produções Artísticas e Ribeirão Em Cena
Consultoria: Jair Corrêa e Dino Bernardi


Serviço


Espetáculo: Antiperipléia
Quando: Dias 8,9,10,16 e 22 de agosto às 21h no Teatro Ribeirão Em Cena, Rua Lafaiete, 1.084

Dias 29 e 30 de agosto, às 21h no Telhado Cultural Engasga Gato - Rua Álvares Cabral, 469, 6º andar (último andar do Edifício Diederichsen)
Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia
Gratuito para professores e alunos da rede pública
Classificação: 16 anos

Antiperipléia é produzida com recursos do Proac – Secretaria Estadual de Cultura - e tem o patrocínio de Noble Bioenergia.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Antiperipléia inicia temporada em Ribeirão Preto

 
O espetáculo é gratuito para professores e alunos da rede pública

Depois da estreia no Fringe, durante o Festival Internacional de Teatro de Curitiba, ‘Antiperipléia’ inicia temporada neste domingo (28) no Teatro Ribcena, às 20hs.

A temporada inicial em Ribeirão vai até o dia 31 de agosto, com sessões de 1 a 10 de agosto, de quinta a domingo e nos dias 16, 22, 29, 30 e 31 de agosto.

O espetáculo também será apresentado em São Simão, Batatais, Sertãozinho, Franca e São Carlos. 

Antiperipléia é inspirado em duas obras do escritor mineiro João Guimarães Rosa. Narrado por ‘noivas cegas’ do sertão, o primeiro momento do espetáculo, inspirado no conto “A hora e a vez de Augusto Matraga”, descreve a trajetória do Coronel Augusto Esteves, fazendeiro latifundiário e violento, criador de casos e boêmio, que depois de uma emboscada que quase o leva à morte, transforma-se no beato Augusto Matraga. O segundo momento, inspirado na novela “Dão lalalão”, as ‘cegas’ continuam a trajetória narrativa com a história do vaqueiro aposentado Soropita, um famigerado matador de valentões que, ao se apaixonar pela prostituta Doralda, tira-a do bordel, casa-se com ela e se estabelece como fazendeiro. 

Produzido pela Cia Nuvem da Noite, núcleo profissional e de pesquisas cênicas avançadas do Instituto Ribeirão Em Cena - Escola de Teatro, o espetáculo tem dramaturgia de Gilson Filho, encenação de Renato Ferreira, direção musical de Priscila Cubero e utiliza técnicas do Teatro Físico, que usa o corpo do ator como resultado estético final de uma performance. 

Ficha Técnica

Elenco: Carol Scabora, Daniele Alana, Gabriel Oliveira, Gracyela Gitirana, Manu Fernandes, Mariana Cazula, Marileide Emidio, Marília Marcucci, Murilo Heindrich, Regis Francisco, Rodrigo Garcia, Saul Borsari, Sheyanne Parreira e Vladi Veloso
Direção: Renato Ferreira
Direção Musical: Priscila Cubero
Dramaturgia: Gilson Filho

Cenografia e figurinos: Marília Brigagão e Gabriel Oliveira
Iluminação: Camila Dal Picolo e Airton Pareira
Sonoplastia: Cristina Perin
Coreografia: Sheyanne Parreira e Murilo Heindrich
Costureira: Zenilda Rackickas
Fotos: Alejandro Ph
Produção: Elo Produções e Ribeirão Em Cena
Consultoria: Jair Corrêa e Dino Bernardi


Serviço
Espetáculo: Antiperipléia
Quando: 28/7/2013 às 19h
Onde: Teatro Ribeirão Em Cena, Rua Lafaiete, 1.084
Quanto: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia
Gratuito para professores e alunos da rede pública
Classificação: 16 anos

Antiperipléia é produzida com recursos do Proac – Secretaria Estadual de Cultura - e tem o patrocínio de Noble Bioenergia.

Fotos: Alejandro Ph

terça-feira, 16 de julho de 2013

“Antiperipléia” estreia no Teatro Ribcena

Nova produção da Cia Nuvem da Noite é inspirada na obra de Guimarães Rosa


Trazendo todo o lirismo e a magistralidade do escritor mineiro João Guimarães Rosa, estreia no dia 18 de julho, no Teatro Ribcena, o espetáculo “Antiperipléia”. Inspirado em duas obras de Guimarães Rosa, o conto “A hora e a vez de Augusto Matraga” e a novela “Dão lalalão”, a peça fez estreia nacional em abril no Festival de Teatro de Curitiba, o maior da América Latina.


Mais recente produção da Cia Nuvem da Noite, núcleo profissional do Ribeirão Em Cena, “Antiperipléia” conta com 14 atores no elenco. Para montagem da peça, os atores mergulharam no universo de Guimarães Rosa, estudando profundamente as obras e a biografia escritor e tudo que inspirou o autor a compor seus personagens. Aliado aos estudos, exaustivos ensaios e aulas de canto e preparação vocal completaram o processo de criação da peça. 
O espetáculo tem dramaturgia de Gilson Filho e direção de Renato Ferreira, que já dirigiu duas peças inspiradas na obra do escritor: “O Guimarães Rosa tem uma linguagem mineira, da raiz, ele traz pelas palavras a carne do mineiro, e quando você lê, você mergulha e para trazer isso para o palco é uma outra aventura”, declarou o diretor. 
   Fotos: Alejandro Ph
Com modificações no texto e no elenco, “Antiperipléia” volta à cena com toda a beleza e inspiração da obra de João Guimarães Rosa. Narrado por noivas cegas do sertão, o primeiro momento do espetáculo, inspirado em “A hora e a vez de Augusto Matraga”, descreve a trajetória do Coronel Augusto Esteves, fazendeiro latifundiário e violento, criador de casos e boêmio, que depois de uma emboscada que quase o leva à morte, transforma-se no beato Augusto Matraga. É uma história de redenção, espiritualidade e conversão. Ao longo do enredo, o protagonista passa do mal ao bem, da perdição à salvação. O segundo momento, inspirado na novela “Dão lalalão”, as cegas continuam a trajetória narrativa com a história do vaqueiro aposentado Soropita, um famigerado matador de valentões que, ao se apaixonar pela prostituta Doralda, tira-a do bordel, casa-se com ela e se estabelece como fazendeiro. O conflito central da estória circula em torno da contraposição entre amor/pulsão versus preconceito moral, social e racial.Fotos: Alejandro Ph


“Antiperipléia” é enriquecido por canções interpretadas ao vivo pelo elenco. Segundo Priscila Cubero, diretora musical do espetáculo, as canções foram escolhidas, adaptadas e arranjadas para a peça visando uma compatibilidade com o texto, explorando ao máximo o trabalho vocal em grupo.


No espetáculo, a linguagem de Guimarães Rosa casa-se com o Teatro Físico, técnica que utiliza o corpo do ator como resultado estético final de uma performance. “No processo de montagem do espetáculo, esses atores e seus “corpos sensibilizados” criaram sequências de Ações, incluindo Ações Sonoras, para fazer brotar a Matriz do trabalho cênico, embasado por pesquisas do universo Rosiano. A partir disso cada ator passou por um processo de pesquisa das palavras textuais e suas coerências em conjunto com as criações corporais.”, explica Renato Ferreira.


Após a estreia em Ribeirão Preto, “Antiperipléia” passa por Sertãozinho, São Carlos, São Simão, Batatais e Franca.


Cia Nuvem da Noite 

Criada na cidade de Campinas, na década de oitenta, a Cia Nuvem da Noite migrou para Ribeirão Preto há 12 anos, e hoje é o núcleo profissional e de pesquisas cênicas avançadas do Instituto Ribeirão Em Cena - Escola de Teatro.

“Antiperipléia” é resultado de parte deste trabalho de pesquisa, que enveredando pelos caminhos do teatro físico, investigou as técnicas de Rudolf Laban, Étienne Decroux, Eugênio Barba e Peter Brook.

Ficha Técnica



Elenco: Carol Scabora, Daniele Alana, Gabriel Oliveira, Gracyela Gitirana, Manu Fernandes, Mariana Cazula, Marileide Emidio, Marília Marcucci, Murilo Heindrich, Regis Francisco, Rodrigo Garcia, Saul Borsari, Sheyanne Parreira e Vladi Veloso
Direção: Renato Ferreira
Direção Musical: Priscila Cubero
Dramaturgia: Gilson Filho

Cenografia e figurinos: Marília Brigagão e Gabriel Oliveira
Iluminação: Camila Dal Picolo e Airton Pareira
Sonoplastia: Cristina Perin
Coreografia: Sheyanne Parreira e Murilo Heindrich
Costureira: Zenilda Rackickas
Produção: Elo Produções e Ribeirão Em Cena
Consultoria: Jair Corrêa e Dino Bernardi

Serviço

Espetáculo: Antiperipléia
Quando: 18/7/2013 às 21h
Onde: Teatro Ribeirão Em Cena, Rua Lafaiete, 1.084
Quanto: R$ 10,00 Inteira e R$ 5,00 Meia
Classificação: 16 anos


Fotos: Alejandro Ph



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bolsistas do Ribeirão Em Cena relembram a vida e obra de Vinicius de Moraes no seminário "Descobrindo Vinicius"

A vida e a obra do poeta, escritor, dramaturgo, compositor, jornalista, diplomata, e músico Vinicius de Moraes será contada e interpretada pelos bolsistas do Ribeirão Em Cena no seminário “Descobrindo Vinicius”.

Após contar a história do Teatro de Arena, do Teatro Oficina e do grupo Dzi Croquettes, os bolsistas do período da tarde e da noite irão relembrar toda a intensidade do “poetinha”, através de suas canções, poesias e peças de teatro.



O seminário será dividido em quatro temas recorrentes tanto na vida quanto na obra de Vinicius, que são: “infância”, “místico”, “político” e “paixão”.

Este é o ano do centenário do poeta que publicou 18 livros, escreveu 4 peças teatrais, incluindo “Orfeu da Conceição”, e compôs mais de 300 canções entre elas “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Canto de Ossanha”, “Insensatez”, “Se todos fossem iguais a você” e “Tarde em Itapuã”.

As apresentações estão marcadas o dia 16 de julho, às 14h e 19h, no Teatro Ribcena.

 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ribeirão Em Cena abre inscrições para bolsas no curso de teatro

São 30 bolsas apenas para o período da manhã

O Instituto Ribeirão Em Cena – Escola de Teatro abriu inscrições para 30 bolsas de estudos no curso livre de teatro, período da manhã. As inscrições do curso, que é gratuito, começaram nesta segunda-feira, dia primeiro, e se encerram no dia 20. 

No ato da inscrição os interessados devem apresentar uma foto 3x4, documento de identidade original e cópia que comprovem a idade mínima de 16 anos, juntamente com a ficha de inscrição preenchida.
Após o período de inscrições, os candidatos passam por uma entrevista individual no dia 27 de julho. Já no dia 28, a partir das 10h, o candidato irá participar de uma aula-oficina-coletiva.


As inscrições podem ser feitas na secretaria do Espaço Cultural Ribeirão Em Cena, de segunda a sexta, das 9h às 18h, onde também serão divulgados os resultados do processo seletivo, no dia 29 de julho.

O curso tem início no dia 5 de agosto, com aulas de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h. 
Com 12 anos de atividades, o Instituto Ribeirão Em Cena atendeu gratuitamente mais de três mil bolsistas. O curso tem duração de dois anos e oferece aulas de atuação, improvisação, técnica vocal, técnica corporal, musicalização, canto, dança, cenografia e adereços e introdução à história do teatro.

Serviço:
Curso livre de Teatro Ribeirão Em Cena

Inscrições:
De 1/7 a 20/7

Processo seletivo:
Dia 27/7 às 9h
Dia 28/7 às 10h
Documentos necessários:
1 Foto 3x4
Documento original e cópia
Ficha de inscrição preenchida fornecida pela entidade no ato da inscrição

Informações:

Espaço Cultural Ribeirão Em Cena
Rua Lafaiete, 1084 -  Centro -  Ribeirão Preto
Telefone: (16) 3610-7770

terça-feira, 25 de junho de 2013

Seminário “Ribeirão Em Cena conta Oficina” tem nova apresentação


Público terá oportunidade de rever a trajetória do Oficina e do grupo Dzi Croquettes

Após o sucesso do seminário “Ribeirão em Cena conta Oficina”, encerrado no último dia 7, o Instituto Ribeirão Em Cena faz nova apresentação no próximo dia 28. Cenas de espetáculos importantes na história do Oficina,  encenadas pelos bolsistas da escola de teatro, poderão ser revistas pelo público, que também irá relembrar a trajetória do grupo de teatro e dança Dzi Croquettes, através de coreografias executadas pelos atores do Núcleo Nuvem da Noite e de uma breve apresentação verbal sobre a história do grupo.

O Teatro Oficina foi criado em 1958 por Zé Celso e Renato Borghi, e sua história foi marcada pela ousadia e inovação nos espetáculos teatrais. Em 1967, juntamente com setores da música, artes plásticas e do cinema, deu início ao Movimento Tropicalista com a montagem do espetáculo “O Rei da Vela”, de Oswald De Andrade. O Oficina também ficou marcado pela perseguição de seus integrantes pela ditadura militar, característica que também marcou a história dos bailarinos do Dzi Croquettes, grupo fundado por Wagner Ribeiro e dirigido pelo coreógrafo Lennie Dale, que chocou os padrões sociais e políticos da época com o comportamento debochado e os figurinos extravagantes, fazendo grande sucesso no Brasil e na Europa.

Serviço:

Ribeirão Em Cena conta Oficina e Dzi Croquettes

Data: 28/6/2013

Horário: 20h

Local: Teatro Ribcena – Rua Lafaiete, 1084

Entrada Livre

Classificação: 16 anos

Fotos Camila Vincci

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Segunda etapa do seminário Ribeirão Em Cena conta Oficina também vai falar do “Dzi Croquettes”


No dia sete de junho, sexta-feira, acontece a segunda etapa do seminário “Ribeirão Em Cena conta Oficina”, que trata da trajetória do Teatro Oficina, grupo teatral criado por Zé Celso e Renato Borghi marcado pela ousadia, inovação na história do teatro brasileiro.

A primeira etapa, realizada na quinta-feira, dia 23, os bolsistas realizaram uma apresentação verbal sobre a história do teatro e os principais fatos que fizeram o Oficina ser um dos principais grupos teatrais que o Brasil já teve.

Nesta segunda, os bolsistas irão mostrar cenas extraídas do principais espetáculos apresentados pelo Oficina, incluindo “As Bacantes”, escrito por Zé Celso.
 

Ainda na segunda etapa, a Cia. Nuvem da Noite, núcleo profissional do Ribeirão Em Cena, irá abordar a história do Dzi Croquettes, grupo formado por treze bailarinos, dirigidos pelo coreógrafo nova-iorquino Lennie Dale que escandalizou o público e a censura no período de ditadura militar por usar da irreverência e originalidade. Além de falar sobre a história o grupo vai reviver no palco coreografias criadas por Lannie Dale, com direção da bailarina Sheyanne Parreira.

Este é o segundo seminário realizado pelos bolsistas da escola de teatro, que já apresentaram o “Ribeirão Em Cena conta Arena”, sobre o Teatro de Arena, grupo teatral que revelou nomes como Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

Serviço:

Ribeirão Em Cena conta Oficina

Data: 7/6/2013

Horário: 20h

Local: Teatro Ribcena – Rua Lafaiete 1084

Entrada Livre

sexta-feira, 17 de maio de 2013

RIBEIRÃO EM CENA VAI FALAR DE ZÉ CELSO, OFICINA E DZI CROQUETTES

Depois do sucesso alcançado com a realização de seminário que reviveu a história do Teatro de Arena São Paulo, os bolsistas do Instituto Ribeirão Em Cena – Escola de Teatro têm um novo desafio: recontar toda a trajetória do Teatro Oficina, movimento criado pelo extraordinário José Celso Martinez Correa.

O Teatro Oficina foi local de grande parte da experiência cênica internacional, que reuniu de Brecht, Sartre ao Living Theatre e pia batismal do Tropicalismo, versão do movimento antropofágico de Oswald de Andrade.
Na década de 1960, o Oficina foi ainda um importante centro de vanguarda e de resistência aos anos autoritários do país. Dedicado à tradução metafórica dos anos de ditadura, a partir de 1967, com a peça O rei da vela, o Teatro Oficina desenvolveu-se com o "espetáculo-manifesto", tendo sido interditado pela Justiça Federal. Foi tombado pelo patrimônio histórico e o edifício foi reformado com projeto dos arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito. Atualmente, o Teatro Oficina é administrado em comodato pelo Grupo Uzyna Uzona. O teatro guarda ainda toda a memória de sua trajetória contestadora e vanguardista.
Além do Oficina, o seminário vai abordar também a história mágica do ‘Dzi Croquettes’, grupo de 13 bailarinos brasileiros, que tendo a frente o coreógrafo norte-americano Leny Dale, revolucionou os palcos do Brasil e da Europa na década de 70. O conjunto contestava a ditadura por meio do deboche e da ironia e defendia a quebra de tabus sociais e sexuais.

O ‘Seminário Ribeirão Em Cena Conta Oficina’, acontecerá em duas etapas. Na primeira, dia 23 de maio, apresentação oral de pesquisas, exibição de documentários e debates. No dia 7 de junho os bolsistas encenam trechos de peças que integraram o repertório do Oficina e exibem coreografias criadas por Leny Dale, executadas pelo elenco do núcleo ‘Nuvem da Noite’ com direção dos bailarinos Sheyanne Parreira e Murilo Heindrich.
A entrada é livre e ambas as etapas do seminário começam às 19hs no Teatro Ribcena, Rua Lafayette, 1084. Informações (16) 3610-7770.
Fotos: Alexandre Caldas

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Instituto Vladmir Herzog autoriza Ribeirão Em Cena a montar o espetáculo “Patética”



Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog e diretor do Instituto Vladimir Herzog autorizou o Instituto Ribeirão Em Cena a encenar “A Patética”, texto escrito em 1976, por João Ribeiro Chaves Netto, cunhado de Vladimir Herzog.

Ivo Herzog e o jornalista Audálio Dantas, autor do livro “As Duas Guerras de Vlado Herzog” e presidente do Sindicato dos Jornalistas na época do assassinato de Vladimir Herzog ministraram a palestra “Herzog: jornalismo e direitos humanos no Brasil”, na noite da última terça-feira (14), no Cineclube Cauim.

O Ribeirão Em Cena participou do evento exibindo um trecho de ‘Mulheres Vermelhas’, espetáculo que permaneceu em cartaz por 25 meses e que retrata a tortura sofrida por mulheres na ditadura Vargas e durante o golpe de 1964. O trecho encenado, escrito por Frei Betto, relata de forma hipotética o que teria sido o último diálogo entre Vladmir Herzog e o delegado Sergio Paranhos Fleury. Vladimir Herzog então diretor de jornalismo da TV Cultura, foi assassinado em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI, em São Paulo, após ser torturado por Fleury.
Ivo Herzog e Gilson Filho

“A Patética”, ou “Patética” conta a história do assassinato de Vladmir Herzog e do “suicídio” forjado pelos militares. Dividida em dez cenas, a peça se passa em um picadeiro, onde um grupo circense está contando a história da família Horowitz, judeus iugoslavos que tentam uma vida nova no Brasil e acompanham o filho, Glauco Horowitz (Vladimir Herzog) ingressar no jornalismo e na militância política. O grupo circense também encena para o público a prisão a tortura, a morte e o suicídio forjado de Glauco. Enquanto a peça é encenada, a repressão tenta fechar o circo.

A peça foi classificada em primeiro lugar, no VIII Concurso Nacional de Dramaturgia, realizado pelo SNT (Serviço Nacional de Teatro), em 1977 e o texto foi confiscado pelos órgãos de segurança.
Texto: Daniela Teixeira - Comunicação Instituto Ribeirão Em Cena

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ribeirão Em Cena conta Arena – bolsistas encerram seminário com apresentação de cenas de grandes espetáculos‏

Depois um mês de pesquisas e ensaios os bolsistas do Ribeirão Em Cena encerraram na últoma quinta-feira as apresentações do seminário Ribeirão Em Cena conta Arena, que contou a história do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de teatro que o Brasil já teve.

O público presente teve a oportunidade de assistir cenas de espetáculos que fizeram a história do Teatro de Arena e consagraram atores e autores, como Plínio Marcos, Augusto Boal, Dirce Migliaccio, Juca de Oliveira, Myriam Muniz, Joana Fomm, Renato Consorte, Lélia Abramo, Dulce Muniz, Gianfrancesco Guarnieri, José Renato, Eugênio Kusnet, Isaias Almada e Paulo José.

Os alunos do segundo ano do curso de artes cênicas encenaram trechos dos espetáculos “O Tartufo”, de Molière, “Arena conta Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, “Eles não usam Black Tie” de Gianfrancesco Guarnieri, “Liberdade Liberdade”, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel, “O testamento do cangaceiro” de Chico de Assis e “Navalha na carne” de Plínio Marcos.

O professor Rogério Festucci, que assistiu às duas etapas do seminário disse que o evento era de uma riqueza sem igual, tanto para quem é ator, quanto para quem não é ator e elogiou a dedicação dos alunos nas apresentações.

O Ribeirão Em Cena já havia realizado projetos semelhantes como as “Noites Temáticas”, em que os bolsistas estudavam um determinado autor e encenavam trechos das peças. Neste caso, os alunos pesquisaram o grupo teatral Arena, com vários dramaturgos e acabavam estudando a história do teatro, em um projeto inédito. Segundo Gracyela Gitirana, coordenadora pedagógica do curso de teatro, a realização do seminário é um tipo de aprendizado que vai ficar.

Depois das apresentações das cenas, o trio ‘Cum Nobis Mutamba Est’, formado por Alessandro Perê (teclados); Teco Villas Boas (percussão) e Priscila Cubero (voz), interpretou canções compostas por Edu Lobo (Zambi e Estatuinha), João Do Vale (Carcará) e Chico Buarque (Meu caro amigo, escrita para Augusto Boal) especialmente para as produções do Arena e que até hoje são lembradas.

O Teatro de Arena mudou os rumos do teatro brasileiro, suas principais produções ocorreram no período da ditadura militar e todo o contexto político, aliado a efervescência cultural reuniu os maiores talentos e de lá saíram grandes espetáculos, sempre inspirados na realidade do brasileiro. Segundo Gilson Filho, diretor do Ribeirão Em Cena, o Teatro de Arena foi sem sombra de dúvidas o maior e mais criativo teatro brasileiro.

O Ribeirão Em Cena vai continuar a contar a história dos principais teatros do Brasil. O próximo será o Teatro Oficina, fundado no final da década de 50 por José Celso Martinez e Renato Borghi, tornou-se um dos símbolos do movimento Tropicalista com a montagem original de "O Rei da Vela", escrito por Oswald de Andrade em 1937 e encenada em 1967 com a direção de José Celso Martinez.